Associação Portuguesa de Go

O Go é um jogo de tabuleiro que teve origem na China há mais de 4 mil anos. Contudo, a sua popularidade no mundo ocidental provém do Japão, que atraíu jogadores amadores de todo o mundo para o Campeonato Mundial Amador de Go. Mais recentemente, o mundo do Go assistiu a um significativo aumento de popularidade graças à série Anime/Manga Hikaru no Go.

A APGo – Associação Portuguesa de Go é uma associação que visa a divulgação, o apoio e o ensino de Go em Portugal.

 

Workshop de Go na Ramada

No âmbito da área projecto, o grupo da turma H do 12º ano da Escola Secundária da Ramada, constituído por Cátia Ferreira, Luis Oliveira, Susana Silva e Tatiana Soares propôs-se a realizar uma semana dedicada à cultura oriental. Assim fomos convidados a dar o nosso contributo, demonstrando e ensinando o que é o Go aos jovens que foram aparecendo e mostrando interesse no jogo. Sendo que alguns já conheciam o Go devido ao anime Hikaru no Go.

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Cristóvão Neto em entrevista à AGA

Jornal da Associação Americana de Go

 

NETO NETS LISBON OPEN: Portugal’s Cristovoa Neto 1d kept the Lisboa Open title in national hands July 4-5 event in Lisbon, ahead of Spain’s Antonio Egea 3d (2nd) and Miguel Castellano 3k (3rd), while Pedro Carmona 4k from Portugal finished 4th, also with 4-1. Eighteen people played.

– Peter Dijkema

Link: http://www.usgo.org/news/index.php?%23_id=5722

 5 MINUTES WITH: Cristovao Neto, Portugal

“Sometimes the concentration is so intense it can put you in a trancelike state,” Cristovao Neto 1d (l) is saying, “and when you can’t separate the game from the real world it can mean trouble.” In other words, Neto – Portugal’s representative at the WAGC — says, “the game can be oneiric,” or dreamlike. An artist who’s recently been doing set design for theaters, Neto says that go is “a perfect metaphor for language, for communication. It’s like the French philosopher who said ‘there’s nothing outside the text’; there’s nothing outside the board,” in that everything one needs to know is in the game.   “It’s no accident they call it ‘hand-talk,’” he added .

Link: http://www.usgo.org/news/index.php?%23_id=5522

Pedro Carmona no 31º WAGC

Crónicas da viagem do Pedro Carmona ao 31º World Amateur Go Championship na China.

Entrevista do Pedro Carmona à RANKA

Pedro Martins (Portugal, 51st place): I feel OK. I’m happy to have won three games, but I know I could have done much better. I played well against the player from Chinese Taipei, but he is very strong in the middle game. I wanted to be the first from Portugal to win four games. Maybe next time.

Pedro Miguel Martins Carmona (2-kyu, Portugal, on losing to Cheng-hsun Chen of Chinese Taipei): ‘It was a nice experience, starting the tournament by meeting one of the top favorites in the first round. I knew he would be very strong. I didn’t expect to win, but I thought I would just play my own game and see how it went. That’s what I did, and after about an hour, it was time to resign.’

4º Dia

Chegou ao fim a minha participação na 31ª edição do WAGC! Fico com o sentimento de dever cumprido mas com a noção de que a minha participação poderia ter sido bem melhor. Hoje comecei o dia com mais uma vitória contra John Gibson, 2k da Irlanda, mais uma vez num jogo em que controlei do início ao fim sem problemas. à tarde joguei contra Tumelis 2dan da Lituânia, consegui um bom fuseki e até certo ponto o jogo esteve muito equilibrado, mas perdi um grupo no canto e a balança desequilibrou para o lado dele, e algumas jogadas depois abandonei a partida. Fica o saldo de 3 vitórias mas muita aprendizagem e convívio com inúmeros jogadores de todo o mundo que partilham esta paixão que é o Go.
Daqui a instantes irá começar a cerimónia de encerramento e com ela termina este WAGC que pela primeira vez se realizou em solo chinês. Esteve muito bem organizado, não nos tendo faltado nada, só não estiveram bem nalguns pormenores, mas de qualquer modo, fiquei bem impressionado.

3º Dia

Hoje foi um dia inspirador…contudo fiquei com aquele pensamento, se ao menos…
A minha partida contra o Allan da Bélgica, 4 dan, não podia ter começado pior, um joseki errado deu num canto com 40-50 pontos, uma invasão no meu território…fiquei sem ele. Estive perto de desistir mas decidi ir até ao fim, e consegui criar um moyo enorme, ao qual ele ao tentar invadir foi descuidado e permitiu-me cortar e aumentá-lo! O problema foi que no yose perdi um grupo no canto, no entanto apenas perdi por 13,5…penso que teria sido suficiente para ganhar. O segundo jogo foi contra o representante de Madagascar, também não comecei muito bem, cometi um erro de leitura e matou-me um pequeno grupo no início, mas novamente criei um moyo, este gigante (!) e ele tentou viver lá dentro sem sucesso. No final, ainda começamos a contar mas a diferença era tanta que não sei o resultado ao certo, mas ganhei por cerca de 50 pontos.

Amanhã é o último dia, espero conseguir uma ou duas vitórias contra adversários menos modestos, pois até agora só defrontei um oponente que me deu a sensação que não estava de todo ao meu alcance.

2º Dia

De manhã, defrontei o Sotirios Ioannides, 1k do Chipre, foi um jogo bastante renhido, se bem que ele teve várias situações de vida e morte com os grupos dele, mas no final acabou por ganhar por uns 6 pontos. Da parte da tarde, soube que ia jogar contra o representante brasileiro, Csaba Deak 1k, pelo que tinha visto dos seus jogos sabia que era um adversário acessível, e assim se confirmou tendo terminado o jogo sem qualquer ponto de território no tabuleiro. Venci por pouco mais de 70 pontos. Após o jogo tive um episódio curioso, um jornalista perguntou-se se poderia colocar algumas questões relativamente ao meu encontro com o jogador de China Taipei, ao qual respondi positivamente. A entrevista foi relativamente rápida, ele queria saber como me tinha sentido durante o jogo, quais as minhas expectativas e quanto tempo durou a partida. O que me surpreendeu foi saber quem me estava a entrevistar, nem mais nem menos que o senhor James Davies! Para quem o desconhece, é o autor de diversos livros de Go, nomeadamente a Elementary Go series. Amanhã aguarda-me um desafio, um 4 dan da Bélgica, mas há sempre esperança, como demonstrou hoje Loli Puerta, esta jogadora de 3k Venezuelana, presidente da FIG, venceu Wan Kao Lou, o representante de Macau, 5 dan! Tendo sido efusivamente aplaudida pelos vários jogadores que se encontravam a almoçar na altura em que entrou e com justiça, pois mostrou que tudo pode acontecer durante um jogo, basta acreditar e lutar…

1º Dia

Primeiro dia do torneio! Sem grandes expectativas, enfrentei o representante da China Taipei e foi bastante visível a diferença entre as nossas capacidades, tendo acabado por desistir do jogo. Contudo, o meu adversário da segunda ronda, um conhecido meu, Carlos Rios Joels do Peru (1k) era do meu nível. Consegui um bom resultado no fuseki e mantive a liderança até ao fim, mas acabei por cometer uns erros fulcrais e acabei por perder o jogo. Foi uma derrota frustrante mas ainda há muito campeonato, e continua amanhã contra o Chipre. Agora é hora de ir dormir!

Entrevista no Mundial dos Jogos da Mente

Entrevista aos representantes Portugueses no Mundial dos Jogos da Mente na China

Team Portugal

Already leaving the playing area

After the 4th round of the competition, the individual events will enter the cruel knockout. Professional players will have to be more serious and concentrated.

And the losers will have to leave this exciting stage.
As one of the weak team, Portugal didn’t achieve so big success in the men’s individual tournament. However, the team members still remain happy and hopeful.

 

Ranka: First, would you introduce go activities in Portugal? How did the team prepare for this WMGC?
Cristovão Neto (president of Portugal Go Association):
To build a full team for this event was very exciting but difficult. We have a very small go community of 100-150 players among which there are only around 30 active players. We have no sponsors. The free airplane tickets offered for this event were used as the rewards of a qualification tournament and finally the other players managed to buy their own tickets to join this WMGC.
Vasco Pimenta: Go was introduced to Portugal in 1992. Some people happened to find some Go booklets sent by Japanese organization in a chess club. They were interested in this “new” game, and started to try to play with only very basic knowledge of Go learned from these booklets. Some Japanese living in Portugal helped us to improve, but they are no more so active now.
Pedro Carmona: Portugal is a destination for summer holidays, so indeed our clubs are very active in summer when foreign go players take their holidays in Portugal.
Cristovão Neto: And our players have participated in tournaments throughout Europe.

 

As the Portugal team told us, there is now maybe only one active go player from the “old generation”. For most of the team members, this is their first or second time to play in the international Go tournament. However, their team leader Cristovão Neto has been twice in the World Amateur Championship held in Japan.

Cristovão Neto: We would like to organize some short-term European summer camps but we are still a very small Go association in Europe. Also we are really interested in having some contact with professional players even it seems to be difficult for us.

Ranka: So now let’s speak more about your impression on this WMGC.
Rui Carmona: It’s really impressive to see so many professional players!
Vasco Pimenta: We really expected to see professionals very formal and serious. But they just look like ordinary people!
Diogo Figueirinhas: They are Go gods but they are humans.
Rui Carmona: Also it’s very nice to chat with people from different countries with different perspectives and to share with everyone this exceptional experience.
Ranka: Did you play a lot of friendly games?
Portugal team: Not really. We went sightseeing.
Ranka: Are you satisfied with the organization work for this event?
Portugal Team: It’s great. We have no complaint. The organization committee did a nice job. The only problem is that the team doesn’t stay in the same building. Another thing, I think the shuttle bus is maybe not very necessary. The convention center is just no more than 5mins walk from the apartments.

Ranka: Are you happy with what you achieved in this event?
Pedro Carmona: My object was to win one or two games. I have got it. I’m happy.

Ranka: Did you get somebody review your games?
Rui Carmona: The players are very friendly and helpful. They helped us to review after finishing the games.

Ranka: Do you have some suggestions to make this event even greater for the next time?
Portugal Team: Well, we wanted to watch the games. 20 minutes is too short. After we finished our own games, it was too late to get access to the other playing rooms. Many games were not recorded either. But we want to learn from all these games.
Cristovão Neto: I’ve participated in World Amateur Championship. I think it is better organized to solve this problem. There is walking paths around the playing areas and each game is recorded by camera so you can watch them from the TV screens.

Ranka: What do you think about the counting system?
Rui Carmona: The counting system was a little complicated to understand at the first. But it looks quite accurate.

Ranka: For some internet players, Go is just a game and a fight about calculating abilities. In China Go is officially recognized as a sport and for some other players go is an art…What’s your own opinion?
Diogo Figueirinhas: I think it’s a mix of all these.
Vasco Pimenta: I agree. As a game it gives me pleasure and challenge. On the other side, Go looks simple on the surface, but when you really play it, it starts to be so complex..
Rui Carmona: Go is like a common language for people from different backgrounds. They can just communicate on the same board.

Ranka: Thanks for all and hope the best for your next games!

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